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O caso de Nicholas Robertson está encerrado em Pittsburgh. O atacante de 24 anos assinou, nesta terça-feira, um contrato de dois anos no valor de 6,5 milhões de dólares com os Penguins, evitando assim uma audiência de arbitragem salarial cuja data ainda não havia sido divulgada. O salário médio anual é de 3,25 milhões de dólares.
Um novo começo após sete anos em Toronto
Contratado por Pittsburgh em 1º de julho em troca de uma escolha na quarta rodada do draft de 2028, Robertson vira definitivamente a página de Toronto.
Contratado por Pittsburgh em 1º de julho em troca de uma escolha na quarta rodada do draft de 2028, Robertson vira definitivamente a página de Toronto. Escolhido na segunda rodada (53ª escolha) pelos Maple Leafs em 2019, o ala esquerdo nunca havia conseguido se firmar de forma duradoura entre os seis principais atacantes de uma equipe preparada para os playoffs.
A última temporada marcou um avanço parcial: 32 pontos, dos quais 16 gols e 16 assistências, em 78 partidas. Esses números pessoais lhe deram um argumento sólido nas negociações. Em 5 de julho, Robertson apresentou oficialmente um pedido de arbitragem, um procedimento padrão para jogadores livres restritos que desejam acelerar as negociações.
Pittsburgh reforça seu ataque
Essa contratação faz parte de uma reformulação mais ampla do ataque dos Penguins. Kyle Dubas, presidente de operações de hóquei, já havia contratado Yegor Chinakhov (3 anos, 18,75 milhões) e Andrei Kuzmenko (1 ano) neste verão. A chegada de Robertson traz profundidade e juventude a um elenco que busca voltar a ser competitivo após duas temporadas sem participar dos playoffs.
O jogador de Pasadena, na Califórnia, soma agora 88 pontos (48 gols, 40 assistências) em 234 partidas da temporada regular da NHL. Nos playoffs, sua experiência ainda é limitada: 3 pontos em 13 partidas, todas disputadas com a camisa dos Leafs.
Uma história de família
O nome Robertson continua a ter peso na NHL. Jason Robertson, irmão mais velho de Nicholas, é um dos melhores atacantes do Dallas Stars e também está em processo de arbitragem neste verão. Os dois irmãos, com dois anos de diferença, seguiram trajetórias opostas: Jason, estrela consagrada em Dallas, e Nicholas, que ainda busca transformar seu potencial em desempenho consistente.
Em Pittsburgh, em um elenco em plena transformação, Robertson terá a oportunidade de provar que merece mais do que um papel de reserva. O contrato de dois anos, frequentemente chamado de “bridge deal” no jargão da NHL, oferece a ele segurança financeira, ao mesmo tempo em que lhe dá a possibilidade de negociar um contrato mais lucrativo aos 26 anos, no auge da carreira. Ao evitar a arbitragem salarial, o jogador e os Penguins também evitaram uma audiência em que um árbitro independente teria determinado o salário com base em casos semelhantes — um processo raramente favorável ao atleta. A equipe de Robertson recupera, assim, o controle total sobre seu próximo ciclo contratual, enquanto Pittsburgh garante por duas temporadas um trunfo ofensivo capaz de atuar entre os nove melhores do time. Uma contratação inteligente para ambas as partes, a imagem de um verão em que Kyle Dubas está reconstruindo metodicamente o ataque dos Penguins.
Para os Penguins, o desafio é claro: voltar aos playoffs após duas temporadas sem participação. A temporada 2026-27 terá início com Robertson sob grande expectativa, em uma função ofensiva ampliada. Pittsburgh aposta na profundidade do elenco e na juventude para relançar uma franquia que precisa virar a página e provar que ainda pode almejar o topo. Resta saber se esse novo atacante saberá aproveitar sua chance.