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Neste sábado, 18 de julho, o Paycom Center, em Oklahoma City, vibrará ao ritmo de uma luta que cheira a pólvora e urgência. Dricus Du Plessis e Kamaru Usman, dois ex-campeões do UFC em uma encruzilhada, se enfrentam na luta principal de um UFC Fight Night que pode redefinir o cenário na categoria dos médios. A luta principal, programada na categoria dos médios, opõe dois ex-campeões com perfis muito diferentes. Apresentamos uma noite que não falta nem emoção nem desafios para a divisão.
Du Plessis: o retorno do guerreiro sul-africano
Dricus Du Plessis (23-3) não vence mais desde que perdeu o título dos médios para Sean Strickland, e sua última luta — uma derrota apertada para Khamzat Chimaev — deixou um gosto amargo.
Dricus Du Plessis (23-3) não vence mais desde que perdeu o título dos médios para Sean Strickland, e sua última luta — uma derrota apertada para Khamzat Chimaev — deixou um gosto amargo. O sul-africano de 32 anos continua, no entanto, sendo um dos lutadores mais perigosos da categoria: potência bruta, resistência questionável, mas coração imenso, e uma capacidade de reverter situações complicadas que impõe respeito.
Contra Usman, “Stillknocks” tem muito em jogo. Uma terceira derrota consecutiva o afastaria definitivamente da disputa pelo título, um patamar do qual raramente se volta na categoria dos médios. Uma vitória, por outro lado, o colocaria imediatamente de volta entre os três primeiros e reacenderia as discussões sobre uma revanche contra Strickland ou Chimaev.
Usman: o salto para o desconhecido
Kamaru Usman (20-4) não luta desde novembro de 2024, quando sofreu derrota para Belal Muhammad na disputa pelo título dos meio-médios. O ex-rei dos menos de 77 kg, por muito tempo considerado o melhor lutador “peso por peso” do planeta, dá o grande salto para a categoria dos médios. Uma aposta arriscada aos 39 anos, após dois anos de inatividade e joelhos que já viveram dias melhores. A mudança de categoria, algo excepcional para um ex-campeão dos meio-médios, acrescenta mais uma incógnita a um card já repleto de significado.
Mas “The Nigerian Nightmare” não é um lutador comum. Seu wrestling de elite, sua gestão do ritmo e seu QI de luta continuam sendo referências. A questão é simples: o Usman de 2026 ainda tem pernas para impor seu estilo diante de um Du Plessis mais jovem, mais pesado e potencialmente mais explosivo? A pesagem desta sexta-feira dará uma primeira pista sobre a condição física do nigeriano, antes de uma longa noite de espera.
Um card promissor
Além da luta principal, o card de Oklahoma City traz vários confrontos atraentes. Jared Cannonier (18-9), veterano que ainda está classificado na categoria dos médios, enfrenta o jovem inglês Christian Leroy Duncan (14-2) no que parece ser uma passagem de bastão entre duas gerações. Chase Hooper (16-5-1) volta ao octógono para enfrentar Mitch Ramirez (8-3) na categoria dos leves, enquanto o sempre espetacular Michel Pereira tentará se recuperar após sua recente e inesperada dispensa do UFC. O conjunto forma uma programação equilibrada, em que a experiência dos veteranos se contrapõe ao ímpeto dos mais jovens.
Ao todo, doze lutas estão programadas, com um card preliminar que terá início às 22h00 (horário da França) e um card principal a partir da 1h00 da madrugada de sábado para domingo. A transmissão fica a cargo da RMC Sport na França.
O que está em jogo
Tanto para Du Plessis quanto para Usman, Oklahoma City não é uma Fight Night qualquer. É uma luta pela legitimidade, em que o que está em jogo vai além da simples vitória da noite. O vencedor poderá legitimamente bater à porta do top 3 dos médios; o perdedor terá que se perguntar se o tempo já não passou. Em uma divisão onde Islam Makhachev está à espreita, pronto para subir para uma superluta, cada posição vale o dobro e o calendário dita suas próprias urgências.