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O UFC acaba de contratar um nome que os observadores das categorias leves vinham acompanhando há algum tempo: Asaf Chopurov. Invicto entre os profissionais, campeão dos galos do UAE Warriors e dono de um extenso histórico amador, o lutador de 24 anos chega com um currículo que não se parece com o de um simples estreante. Sua entrada anunciada no Octógono do UFC 333, em 24 de outubro, em Abu Dhabi, já lhe oferece um cenário de peso. Para uma estreia, já vimos salas de espera mais discretas.
Um perfil que preenche muitos requisitos
Chopurov chega com um cartel profissional perfeito de 11 vitórias em 11 lutas.
Chopurov chega com um cartel profissional perfeito de 11 vitórias em 11 lutas. Os números já contam parte da história: cinco vitórias por nocaute ou nocaute técnico, cinco por finalização e apenas uma luta decidida pelos juízes. Em outras palavras, ele não apenas venceu; quase sempre fechou a porta com as próprias mãos.
Sua trajetória amadora acrescenta uma camada à história. Vários veículos especializados atribuem a ele uma enorme bagagem antes da passagem pelos profissionais, em torno de 34 vitórias e apenas uma derrota, segundo as fontes mais cautelosas. Esse tipo de volume não garante nada no nível do UFC, mas explica por que seu nome circulava entre os melhores pesos-galos ainda fora da grande liga.
O contexto regional também pesa. Chopurov construiu grande parte de sua carreira sob a bandeira do UAE Warriors, uma organização cada vez mais observada pelos recrutadores. Ele conquistou o cinturão dos galos e depois o defendeu, especialmente em julho contra Reece McLaren, derrotado no primeiro round. Em Abu Dhabi, esse passado recente não será irrelevante: ele conhecerá o ambiente, o público e a pressão de um card muito acompanhado.
Thicknesse para medir imediatamente o nível
O primeiro adversário anunciado, Colby Thicknesse, não tem nada de mero coadjuvante escalado para cortar uma fita. O australiano ostenta 9 vitórias e 1 derrota e já possui experiência no Octógono. Seu perfil é menos espetacular que o de Chopurov no papel, mas oferece exatamente o tipo de teste útil: um lutador organizado, acostumado ao nível do UFC, capaz de fazer uma luta durar e punir erros de adaptação.
Para Chopurov, portanto, o desafio vai além de uma simples validação administrativa. Ele terá de mostrar que sua dominação fora do UFC resiste à mudança de ritmo, à densidade física e à gestão dos detalhes. Muitos prospectos invictos descobriram que o degrau não era apenas mais alto, mas também mais escorregadio.
A categoria dos pesos-galos, além disso, não tem nada de tranquila. Ela reúne wrestlers pressionadores, strikers explosivos, veteranos ainda perigosos e jovens talentos apressados. Uma estreia bem-sucedida no UFC 333 não colocaria Chopurov automaticamente no ranking, mas imediatamente colocaria seu nome na fila dos prospectos a serem acompanhados.
Um card que pode amplificar a estreia
A data escolhida acrescenta valor à estreia. O UFC 333 deve ser realizado na Etihad Arena, em Abu Dhabi, em um card anunciado como muito forte. Segundo os calendários especializados, ele inclui, entre outros destaques, um duelo no peso-pena entre Alexander Volkanovski e Movsar Evloev, além de um contexto importante em torno dos pesos-galos. Em uma noite desse tipo, um estreante pode rapidamente se perder no card. Mas também pode aproveitar um palco mais iluminado do que o esperado.
A ligação de Chopurov com Petr Yan, apresentado como um de seus parceiros de treino, naturalmente alimenta a expectativa. Isso não vence uma luta por ele, mas indica o nível de exigência diária ao qual está exposto. Aos 24 anos, com um estilo que já produziu desfechos rápidos tanto no chão quanto em pé, ele chega à idade em que um prospecto precisa deixar de ser uma promessa privada para se tornar um problema público.
A cautela continua indispensável: a contratação é importante, mas ainda não é uma prova. O verdadeiro veredito virá quando Thicknesse o obrigar a administrar os primeiros minutos, os primeiros ajustes, talvez a primeira luta no UFC em que tudo não saia como planejado. Mas o UFC gosta de chegadas que contam alguma coisa antes mesmo do primeiro toque do gongo. A de Chopurov já encontrou sua chamada: um invicto vindo de Abu Dhabi, aguardado em Abu Dhabi e agora obrigado a confirmar que o barulho ao seu redor não era apenas volume.